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Ser ou não ser mãe nos dias atuais

Ser bonita, elegante, inteligente, bem-sucedida, mãe, companheira... são muitas as cobranças sobre as mulheres. É preciso aprender a lidar com tudo isso ao mesmo tempo. Segundo a psicóloga Renata Feldman, enquanto algumas mulheres preservam a maternidade, outras já reconhecem que não querem ser mães. Porém, isso ainda é visto pela sociedade com certo estranhamento, afirma a pesquisadora.


De acordo com Renata Feldman, basta casar que já vem a cobrança: “ e o neném, quando vem?” é como se a menina já nascesse com o script pronto para ser mãe um dia. Essa decisão requer tempo, mas não pode demorar, por envolver a capacidade de reprodução feminina, reduzida com a idade.


Algumas mulheres revelam que a maternidade é cheia de alegria, mas também de culpa, quando algo dá errado. Dedicar pelo menos seis horas para as crianças diariamente, requer uma gestação transformadora; culpa, dedicação, esgotamento, conflitos e ambivalências são pontos ressaltados pelas mulheres.


O simbolismo sobre a mãe é algo que mudou muito com o passar dos anos, no Brasil Colônia, um reflexo da cultura europeia era seguido quando a progenitora entregava a criança para uma ama de leite cuidar, o que representou muitos problemas na relação envolvendo uma segunda pessoa no tratamento com o filho. As amas não tinham o mesmo cuidado com os “pequenos”.


Outra mudança que pode ser percebida se refere ao número de filhos. Há alguns anos, era normal o casal ter até 20 filhos. Hoje, muitos optam por ter apenas um. Atualmente também há as questões que envolvem arranjos homoafetivos, quando duas mulheres decidem ser mães e por meio da reprodução assistida.


Por fim, uma das transformações de destaque diz respeito à era digital. “ Os bebês já nascem no facebook, com a divulgação de imagens durante o crescimento. além disso, os pais podem acompanhar a rotina dos filhos, mesmo a distância.


Filho é um ser que Deus nos empresta para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, sobre cada criança contém sonhos, filho é como se o coração estivesse fora de você, pense nisso quando decidir ser mãe.


Um abraço,


Rúbia Mara de Assis

Psicóloga Clínica Social Santo Antônio Vila Belém