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Se conhecer para transformar - Autoestima e autoconhecimento

Saber como se sente e como reage a cada nova situação é muito importante para o gerenciamento das emoções assim com conhecer o outro.

O processo de autoconhecimento é doloroso porque às vezes a gente vai conhecer a pior pessoa que você tem – e quais são os defeitos que mascaramos o tempo todo.

O mundo nos cobra faz inúmeras cobranças seja na posição socioeconômica, afetiva e sexual, temos que ter casa, um carro bom, vestir boas roupas, ter dinheiro no bolso e ainda ter um bom relacionamento com todos. Estas cobranças impostas muitas vezes nos levam a uma busca incansável para adquiri-las e esquecemos que o que importa é ser feliz. O que te motiva na vida não vem de fora, de nada adianta ter bens materiais e ser infeliz.


Tudo o que vem de fora é efêmero, temporário, passageiro e transitório, proporciona um bem-estar momentâneo; imagine na vitrine aquela sandália maravilhosa que você sempre sonhou possuir e quando a compra e a leva para casa com o passar do tempo de uso a sensação provocada pela mesma vai perdendo o encanto, assim são as coisas que nos são impostas pela sociedade. Nesta ânsia de ter deixamos passar a vida sem brincar com os nossos filhos, sem tomar um sorvete na esquina de casa, sem trabalhar com o que realmente gosta, sem beijar os nossos amores e dizer a eles o quanto os amamos.

O que nos move é a motivação, o que vem de dentro de nós, independentemente do tempo e das circunstâncias em que vivemos. É tudo o que provoca a ação, que nos leva a transformação o que impulsiona a levantar todos os dias e viver uma vida satisfatória e feliz.

Somos seres imperfeitos, faltosos e no desejo de agradar à todos ficamos presos aos acontecimentos ocorridos na infância, carregamos “pesos” desnecessários que dificultam a nossa felicidade, podemos ser muito mais leves, livres e soltos se atentarmos para algumas dificuldades que nos impedem de crescer e ter a autoestima bem elaborada.

Dificuldade de falar “não”, o medo de ser rejeitado, a necessidade de ser aceito, a insegurança, a carência afetiva e a baixa autoestima são alguns dos comportamentos que trazemos das experiências vividas na nossa infância e que dificultam relacionamentos positivos e estáveis.

A dificuldade de falar “não” – quantas vezes dizemos “sim” só para agradar aos outros? Geralmente esta necessidade em negar algo a alguém ou a você mesmo(a) é também porque não conseguiu lidar com os ‘nãos” dos outros porque não fomos treinados para o limite que a vida nos impõe daí a necessidade de agradar todo mundo para ser considerado “bonzinho”. Claro que dizer “não” não se trata simplesmente de sair pronunciando esta palavra indiscriminadamente, mas se dar o direito de escolher o que é melhor para você.

O medo de ser rejeitado (a) aparece justamente naquela pessoa que na infância mostrou o comportamento agradável independente dos seus desejos para ser aceito no grupo e não ser a “ovelha negra” da família, seguiu padrões preestabelecidos de uma sociedade engessada. Quando adulto busca agradar a todos para não repetir a frustração vivida quando teve os seus desejos reprimidos.

A necessidade de ser aceito esta muito ligada ao medo da rejeição é a necessidade de ser querido, aquela pessoa que tem que ter todos os seus desejos e vontades atendidos, sente-se o melhor não existe ninguém acima, criam expectativas de que todos gostam dele(a) e que ninguém pode frustrá-los. Necessita da aprovação dos outros.

A insegurança gera o medo de evoluir de se posicionar diante da vida porque tornar-se forte requer limites e quedas para assim elaborar as situações de desprezo vividas na infância.

A carência afetiva coloca a pessoa numa posição de não saber distinguir se está num relacionamento abusivo por que ela não foi amada e esta talvez seja a única atenção que recebe do outro, muitas vezes ela enxerga flores onde só tem espinhos.

A baixa autoestima caracteriza-se pela presença de todos os comportamentos citados acima dificuldade de aceitar as próprias limitações, timidez em excesso, busca constante de aceitação, falta de confiança em si mesmo, tendência a procrastinação e a preguiça, são pessoas que adiam suas atitudes e responsabilizam os outros pelos seus problemas ou erros.

Todos nós temos características positivas e negativas que são as qualidades e os defeitos, alguns têm o temperamento sociável, amigo, falante, pacificador outros introvertidos, reservados, mais alguns calmos, confiáveis e ainda os cruéis e impiedosos. É preciso entender que somos seres únicos e feitos para ser felizes, viver segundo as próprias expectativas sem comparações.

Todos temos condições de mudar nossas características indesejáveis, o tímido pode se tornar espontâneo, o instável tornar-se equilibrado, etc. com determinação e esforço desde que isto venha te fazer mais feliz, busque a paz.

Se precisar busque ajuda!

Um abraço, Rúbia

Arquidiocese de Belo Horizonte | Paróquia Santo Antônio Vila Belém

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