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Quem somos nós à luz da Psicologia

Atualmente são muitos os questionamentos existenciais acerca da vida, qual o seu sentido, quem eu sou, o que estou fazendo aqui na terra, como seria um outro universo completamente diferente do meu, minha sensação é de incompletude, com desejo profundo de buscar o que me realiza enquanto pessoa.


No seu livro Tornar-se Pessoa, o psicólogo Carl Rogers remete a ideia de “pessoa” a um processo de continuidade, complexidade e profundidade em busca de si mesmo, um olhar para a integralidade do sujeito e seu projeto de vir a ser pessoa, que apreende o conteúdo em primeira instância como cidadão, consequentemente os efeitos que o mesmo causa em seu papel de ser humano.


Des de que nascemos temos experiências positivas e negativas que nos conduz ao crescimento e ao desenvolvimento, nos direcionando a realização de nossos potenciais com tendência a atualização dos nossos desejos e necessidades. A função da atualização é a de fazer as melhores escolhas da vida em todos os sentidos, tudo é importante para o desenvolvimento da própria identidade.


Segundo Rogers o self, que também podemos chamar de “ eu ” divide-se em três sistemas:

  • “eu real ”, eu organísmico;

  • “eu percebido”, autoconceito;

  • “eu ideal”,

O “eu real” é tudo que experimentamos desde o nascimento até o desenvolvimento. É tudo aquilo que nos direciona ao desenvolvimento e a realização; é o que realmente somos mas nem sempre estamos em contato com ele porque muitas vezes temos que sufocá-lo para nossa socialização.


O “eu percebido”, desenvolve-se à partir da interação com outras pessoas ele é moldado de fora para dentro como os outros nos veem e nos tratam. São baseados nos valores, opiniões e crenças das pessoas. É a imagem que fazemos de nós sobre o que os outros pensam.


O “eu ideal” é o que gostaríamos de ser – a personalidade que idealizamos. A psicoterapia de Rogers é a de aproximar a autoimagem que fazemos de nós através dos outros no eu verdadeiro que nos conduz ao crescimento e a realização, quando a pessoa se torna consciente de quem ela realmente é, retomando a confiança em si mesma, gerando conforto psicológico cheio de potencialidades deixando de atender as expectativas dos outros.


Rogers pontua que a principal barreira que nos impede de ser o “eu ideal” é a comparação que fazemos com os outros, porque somos pessoas com defeitos, com qualidades, perfeitos, imperfeitos, sociais, pessoal, afetos e sentimentos.


O principal é viver de uma maneira que é satisfatória para mim e que me expressa verdadeiramente. Olhar-se no espelho e sentir feliz com o que vê sem se comparar com os outros ou que dizem de como você deve ser.


Livro: tornar-se pessoa, Carl Rogers


Rúbia Mara de Assis – Clínica Social Santo Antônio

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