Buscar

A criança e as suas emoções

Conhecer as fases do desenvolvimento infantil é importante para que se possa compreender os comportamentos e características de cada idade - e como melhor lidar com os desafios que podem surgir nesse período.


Jean Piaget, psicólogo suíço e pesquisador da infância, foi um dos precursores da teoria das 4 fases do desenvolvimento infantil, na década de 40, que é aceita até hoje.


O primeiro estágio, chamado de Sensório-Motor, ocorre do nascimento até cerca dos 2 anos. É marcado pelo desenvolvimento da coordenação motora a partir dos estímulos recebidos. A criança imita e experimenta o senso de ação e reação, com descobertas baseadas no próprio corpo.


A segunda fase é a Pré-Operatória, entre os 2 e os 7 anos, aproximadamente. A criança entende a ideia de passado e futuro, e inicia o contato com pessoas de fora do seu núcleo familiar, embora ainda se coloque no centro de todas as situações. Ela aperfeiçoa as habilidades motoras e aumenta sua curiosidade sobre o mundo. A imaginação é uma grande

aliada desta fase.


O estágio Operacional Concreto ocorre entre os 7 e 11 ou 12 anos. A criança já tem consciência do outro, conhece regras e padrões sociais, e tem algum senso de justiça. Ela começa a entender problemas concretos a partir da lógica.


A última fase é a Operacional Formal, a partir dos 11 ou 12 anos, quando a capacidade de reflexão, abstração e as estruturas cognitivas já estão formadas. Ocorre um salto no amadurecimento sócioemocional. Os jovens desenvolvem opiniões próprias, já são capazes de definir posicionamentos e de tomar decisões.


A psicoterapia infantil - e seu conhecimento sobre as fases do desenvolvimento da criança - é uma importante aliada dos pais e educadores, especialmente diante de dificuldades emocionais ou de aprendizagem, por exemplo.


O acompanhamento psicológico, quando necessário, pode auxiliar no desenvolvimento saudável da criança, respeitando as fases, mas sem ignorar as características individuais que fazem dela uma pessoa única, que precisa ser ouvida, compreendida, acolhida e respeitada.


Rúbia Mara de Assis – CRP 04/13 242

Psicóloga e Psicopedagoga

Clínica Social Santo Antônio